31.7.04

Lua cheia (e hoje faz sol!)

Ontem eu tava sem grana e sem criatividade
Numa inércia pura de não fazer nada.
Mas era lua cheia!!!
E pqp... a noite foi tudo!
Nú.
*
Hoje eu nem acredito que está sol
Eu não imaginava o quanto os astros podem fazer diferença no humor da gente
E fazem mesmo. Nem acredito que está sol e faz menos frio
Eu odeio dormir toda embrulhada em milhares de roupas e passar o dia da mesma forma.
Frio não é glam. Frio é um saco.
Eu daria uma volta de bicicleta hoje, se não tivesse emprestado a minha para um cara há sete anos atrás. Shit.

29.7.04

Engraçado como tudo muda muito rápido de repente. Tudo pode ser e pode não ser (pelo menos para mim, tem sido, faz um tempo). Tem gente que é resolvida, metódica, tudo em seu lugar e ponto final. Não é não e não existe talvez.
Eu tenho uma tendência incrível pro talvez.
Talvez eu faça cinema, talvez eu estude teatro, talvez canto, talvez seja contratada ano que vem, ou talvez junte as tralhas e saia viajando, talvez eu dê banho no Druida nesse frio, talvez não, talvez eu termine o freela pentelho para a semana que vem, mas talvez eu invente uma desculpa e consiga um prazo maior. Talvez eu pinte o cabelo, mas acho que assim tá legal também, talvez eu não devesse abrir tanto a minha vida na Internet, mas talvez isso seja legal, enfim...
*
Ontem por cerca de uma hora e quinze minutos talvez eu pudesse passar os próximos dias resmungando do frio e não achando graça mais em música nenhuma. Durante essa hora, talvez eu passasse as próximas semanas comendo quilos de chocolate por pura ansiedade e rabugice. Talvez eu tivesse raiva do meu celular nos próximos dias.
Mas depois das 9h15 da noite, mais ou menos, mudou. Hoje eu fui cantando alto dentro do carro pro trabalho, achando o dia bonito e o frio até uma coisa meio glam. Bacana usar cachecol. E eu nem estou com vontade de comer chocolate mais. Por enquanto.

28.7.04

1, 2, 3 for tango

Ontem eu estava aqui no computador, mais bodeada e com mais cara de bunda impossível, depois de um dia de trabalho daqueles. Reuniões intermináveis e onde nada se decide, evento onde a gente tem que ficar sorrindo o tempo inteiro sobre um scarpin massacrando os pés, a sala de trabalho mais parecendo uma redação de jornal, de tanta zona... enfim, eu estava cansada, chateada e num mau humor sem noção. Pensando muita besteira e me sentindo uma droga por N motivos. Eis que decido ligar pro Maurício, pra bater papo à toa e resmungar da vida, e ele me chama pra uma festinha. Acho que foi a melhor coisa que eu fiz.
Não foi nada muito punk; encontrei um povo da Puc com quem nem conversei direito, tomamos choconhaque (iclusive o Titão!! doido demais!!) e rimos um bocado. Ah! Também dancei tango com o Maurício e ele me deixou cair de costas no chão.
Cheguei em casa às 3h30, pensando um monte de bobagens e com um riso idiota na cara.
*
Eu espero sinceramente que as coisas fiquem mais claras agora... depois de uma boa conversa com amigos. Talvez eles saibam de fato o que se passa numa mente masculina... e acho que eles também sabem como se divertir. Hoje, tudo depende... estou esperando convites. Ou não; ou posso ficar em casa puta da vida por ter que terminar uma droga de um freela que está me atrasando a vida há mais de um ano.


26.7.04

Menina na Janela

Eu: Acho que eu teria medo de quebrar uma lei cármica.
Ela: Mas talvez este fato mesmo já seja cármico. Essa criança não era pra vir; ela ia ser infeliz.
Eu: Mas e se...
Ela: A minha psicóloga falou que ainda não havia dado tempo da consciência chegar ao feto, entende? Três semanas, é muito pouco - (ela ouve muito seus psicólogos, avatares, gurus e acredita que o espírito "vem voando").
Eu: Um monte de células. Talvez. Igual àquele lance que eles arrancam em biópsia... eeew! Odeio biópsia. (Uma biópsia foi uma das piores experiências da minha vida há uns dois anos. Imagine...)
Ela: É.
Eu: Doeu?
Ela: Nossa, doeu demais. Eu tomei um remédio pra dor e mais outro. Dois comprimidos orais e dois dentro, assim. (Fez um gesto com as mãos entre as pernas.)
Eu: E como foi?
Ela: Eu tomei antes de dormir. As contrações eram muito fortes, aí saiu um tanto de sangue coagulado, sabe? uns coágulos deste tamanho.
Eu: E ele?
Ela: Eu contei pra ele só depois. Que eu tava grávida e tinha abortado em três semanas. Tudo em três semanas.
Eu: Nossa. E aí?
Ela: Aí ele encostou a cabeça no meu ombro e disse "você é muito forte".
Eu: E é mesmo. Putz.
Ela: Eu nem me dei tempo para sentir nada, sabe? Fiquei sabendo e tirei no mesmo dia. Eu falei assim pra ele, "forte eu seria se tivesse deixado nascer".
Eu: É. Isso é verdade. Mas ele disse mais alguma coisa?
Ela: Não. E a mulher dele ficou grávida no mesmo mês.
(Ela é linda. Sonhadora. Fiquei com pena, fiquei me imaginando em seu lugar, fiquei pensando em leis cármicas, crianças, amor e peso. Porque leveza é o que mais conta nessa vida, eu aprendi. Então tudo bem.)


25.7.04

Domingo

De ontem pra hoje ainda não dormi. Quer dizer, se de 10 da manhã ao meio dia contar alguma coisa,  é o que está me mantendo acordada. E um café.
Então saí, domingo de tarde, solzinho de leve no frio... cachorro... pracinha... pirralhos correndo e eu, incrivelmente, nem me irritei. Achei até bonitinho, eu, que detesto criança em volta. Uma sensação de domingo mesmo, melancolia de hoje não ser mais ontem, e de nem tudo estar tãããããão certo assim...
E uns flashes acontecendo na minha cabeça, do nada, provocando uns sorrisos involuntários: sorrisos, piadas bobas, um gesto ou outro, e as pessoas em volta nem se apercebendo das minhas bochechas vermelhas (involuntárias - odeio bochechas vermelhas, principalmente quando alguém percebe. E as minhas ficam vermelhas com muita freqüência, e quando alguém percebe, o rubor fica pior).

21.7.04

"Escusa... a ladybug"

Lindo lindo lindo "Sob o Sol de Toscana". Acabei de assistir. Deu vontade de assitir todos do Fellini, tantas são as alusões: Cabíria, La Dolce Vita, tudo que seja em italiano com histórias sensíveis e lindas.
Havia sido me recomendado por um amigo bailarino, e eu achei que fosse outra coisa... torci para que a heroína Francis ficasse com a mulher bonitona no final (a "Sílvia", de Fellini), mas por fim ela encontrou outro amor - não aquele fácil e esperado, outro, totalmente diferente (isso me faz lembrar...).
Uma graça "Sob o Sol de Toscana", porque ele é um filme romântico, com final feliz, mas com altos e baixos normais que me incitaram a fazer comparações.
E acho que é assim mesmo, na vida real. Quando a gente dorme no jardim, exausta de procurar joaninhas, a gente acorda, horas depois, com várias delas passeando nos nossos cabelos.

20.7.04

**** Pollyana

Se teve uma coisa engraçada essa semana fui eu tentando acessar este blog lá do computador da empresa. Já tenho a fama de louca por ficar falando meio que sozinha enquanto trabalho (na verdade, pessoas implicantes, eu gosto de LER o texto em voz alta para sacar a SONORIDADE, tem um propósito, etc.), enfim... Neste dia, então, aí é que devem ter quase me internado mesmo, porque fiquei rindo sozinha deveras.
Fui abrir o Fuck Pollyana para ver se alguém tinha comentado, coisa e tal. Digitei o endereço no browser e apareceu - eles tiveram a manha - apareceu o site normal, mas o Fuck do título cheio de estrelinhas. hehehe foi ótimo.
Depois ainda fui procurar a resenha da peça Monólogos da Vagina para pegar algumas informações PERTINENTES ao meu trabalho e a palavra vagina também estava proibida de aparecer.
*
Às vezes fico viajando nestes conservadorismos; é tão engraçado quando as pessoas se chocam com PALAVRAS. Quando se trata de imagens, até vai, mas palavras. Palavras que agridem aos ouvidos ainda vai também, forçado mas vai (tipo a minha mãe que quase me bateu ontem porque eu fiquei xingando a mãe da atendente da pizzaria) ... mas PALAVRAS que agridem aos olhos...  Sei lá. hehehe

18.7.04

São quase três horas e acabei de acordar. E o mais engraçado é que eu acordei bem, o que quase não acontece quando eu vou a lugares cheios de fumaça, gente e música alta. Rock´n´roll antigaço, Elvis Presley, sinuquinha, beijos maravilhosos, papos divertidíssimos, gente nova bacana, nenhuma preocupação... muito bom.
 
Encontrei umas pessoas das antigas também, gente que trouxe recordações boas e ruins... e um cara chato que vive me cobrando um raio de uma matéria que eu fiz... e eu nem sei onde está a matéria, e nem fui eu que fiz, e eu ainda acho que saíram alguns dados errados. hehehe
 
No mais, muito divertido.
 
*
 

17.7.04

Blur... e amigos

Nossa, amigos. Hoje senti vontade de ficar aqui a vida inteira, passando os dedos entre os cabelos do Maurício, conversando coisas sérias com ar de divertido, rindo, lamentando, inventando piadas. Fui comer pizza com eles e a atmosfera estava tão "de novidade", de coisa leve, de tudo bem... e depois viemos pra cá, porque o Maurício está meio chateado. Bebemos duas garrafas de vinho e falamos muita bobagem, leve assim, tranqüilo... espero que ele esteja se sentindo melhor. Com eles eu me sinto em casa.

16.7.04

"Mas você me conhece, eu faço tudo errado"

Que a gente faz um monte de coisa sem querer fazer... que a gente escuta os outros e não escuta dentro da gente... que "a felicidade é uma coisa boa... e tão delicada também". E efêmero, e complicado, e a gente espera uma coisa, acontece outra e fica puto. E a culpa é de todo mundo. E eu sinto MUITA culpa também.
 
Culpa deixa as costas arqueadas, os peitos caídos e a gente com cara de "que droga".

Todo Amor Que Houver Nessa Vida

Eu quero a sorte de um amor tranquilo
Com sabor de fruta mordida
Nós na batida, no embalo da rede
Matando a sede na saliva
Ser teu pão, ser tua comida
Todo amor que houver nessa vida
E algum trocado pra dar garantia
E ser artista no nosso convívio

Pelo inferno e céu de todo dia
Pra poesia que a gente não vive
Transformar o tédio em melodia
Ser teu pão, ser tua comida
Todo amor que houver nessa vida
E algum veneno anti-monotonia
E se eu achar a sua fonte escondida

Te alcance em cheio o mel e a ferida
E o corpo inteiro feito um furacão
Boca, nuca, mão, e a tua mente, não
Ser teu pão, ser tua comida
Todo amor que houver nessa vida
E algum remédio que me dê alegria
 
- De quem? Cazuza, acho. Se não for, era pra ser.

Pensar o quê?

Ele pensando, pensando demais, muita insegurança, medo de quê? Lua demais. Eu sei lá, me atraí, fudeu, me atraí demais e agora... quanta bobagem. Eu sou idiota demais. Mas MUITO mesmo. Dou até risada de pensar, tipo... "nossa... e como eu vou fazer agora quando for pra Espanha?" e tal. Planos. Chalé em montanha. Guerra de macarrão. Drugstore. E eu espero, e juro que dessa vez não vou ser chata, que não vou falar demais, que vou ser uma mulher NORMAL. Aí eu ligo pra Berê e ela dá risada... e fala que fez a mesma coisa... que tava tudo lindo e aí ... já era. Mas normal, eu to dando a cara a tapa mesmo, não é? Eu me dei mal às vezes por ter falado tudo que penso, e vou continuar falando. É assim.

Por quê

Fuck Pollyana surgiu das saudades que o Garota Fetiche deixou - pelo menos no meu coraçao. Mas agora tô uma outra fase, agora é uma outra coisa, muito estudo, mulher compenetrada, não rola mais 'tanta tequila' e vou procurar escrever menos bobagem. Também vou tentar não provocar ninguém através das palavras - mesmo tendo feito isso involuntariamente no Garota Fetiche, o que me custou um amigo - e juro que vou tentar não me expor. Minha mãe fica preocupada, "fica se expondo, falando suas coisas por aí", mas não dá, eu não consigo ficar sem falar, sem escrever, as coisas estão aí e todo mundo passa por tudo isso.  
Ah! Última coisa... o nome deste blog é - além de uma homenagem ao poema lindo de Nicole Lima , uma celebração desse momento engraçado que eu estou vivendo de "fim de castelo cor-de-rosa". Nódulo Lunar norte em Câncer, etc... não procure entender.