6.6.05

Crescemos.

Que coisa. Hoje:
Trabalhamos, fazemos monografias, pensamos em morar junto com alguém legal. (Ou como melhor definiu uma amiga, fazer um "test-drive" para o casamento).
Descobrimos a ética e percebemos o egoísmo da adolescência.
Tentamos ser bons profissionais.
Tentamos fazer alguma coisa para ajudar o mundo.
Queremos uma profissão que traga algo mais do que dinheiro.
Mas queremos muito dinheiro.
Levamos a academia a sério, não dirigimos bêbados, não usamos drogas.
Compramos cigarros e anticoncepcionais com nosso próprio dinheiro.
Usamos scarpins.
Não queremos pôr filhos neste mundo ruim.
Achamos que iogurte desnatado é melhor que pizza fria de manhã.
Descobrimos lugares menos insalubres para freqüentar.
Queremos fazer um mestrado, seguir nossas vidas, não incomodar mais os pais nem criar encrenca na rua e etc.
Queremos sossego e um apartamento, pode ser pequeno.
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Mas, antes: bebidas que custavam menos de R$2. Oscilando entre euforia e nada. Loucura, rock´n´roll, se trancar no quarto e mandar o mundo se danar.
Antes: Amassos escondidos e aquela inconseqüência toda. Ídolos suicidas, Trainspotting, histeria. Falar o que der na telha.
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Mas, meu bem, desculpe: ninguém apaga o passado, e as pessoas não são delicadas ao julgar que talvez seu caráter ainda estivesse em formação.
Entre indígenas e outras tribos, mulheres adultas são as que sangram.
Então você vai estar sempre sob a luz (ou sombra) do seu passado.

1 comentários:

Franchini disse...

scarpins? se eu não soubesse o que é isso, diria que andou me bisbilhotando, eheheh...