14.6.06

Fragmentos

E: You´re a good person.
G: What???
E: Good person.
G: This accent of yours is terrible. I understand about 70% of the things you say. Can you spell it?
E: G-O-O-D P-E-R-S-O-N.
G: Aaah...

G: What do you do for living?
E: I travel.
G: Huh??
E: I spend some months here and there, working and making some money, then I travel again.
G: Wow. Where are you going next, then?
E: Peru, Argentina. Then Australia.
G: When will you be back home?
E: Perhaps in two years.
G: Awesome.

G: Just leave it. It is my virginty belt.
E: Oh - you´re a virgin.
G: Do I look like one?
E: I don´t know. Are you? I don´t know!

E: Ok, honey, pack your stuff... why did you bring this?
G: Honey... (sorriso)
E: What?
G: No one ever called me "honey" before.
E: Ok, just pack your stuff...

E: Yesterday was something...
G: Something?
E: I think I won´t forget it ever. The sunshine over the beach...
G: Sunrise, baby.
E: Yeah, sunrise...
G: It is not everyday that we see the sunrise on the beach...
E: Yeah.


(Intense and direct green eyes. It was also nice to meet him... and this is all she can remember)

2.6.06

No Peru

O assunto desta semana é o Peru. Perú "con tilde" é só no Peru mesmo, segundo a Wikipedia, "espanholização" da grafia absolutamente desnecessária no Brasil.
Então, às vezes estou entrevistando umas pessoas e morro de vontade de dar minha opinião sobre aquele assunto para elas também, de trocar. Mas minha posição de entrevistadora obviamente não permite, e o tempo é escasso, e o foco é outro.
Pensei em juntar uns cacos destas conversas que acabam ficando na gaveta. Converso com muitos estrangeiros e alguns até se interessam pelas coisas do Brasil. Um ex-namorado um dia falou uma das poucas frases que memorizei na vida: the world is way smaller than we think.
Demorei uns meses para entender, mas é incrível conversar com gente que vive no Peru (sem acento), na Colômbia, no gigante EUA, no Irã, e perceber até mesmo uma certa familiaridade de pensamentos, pontos de vista. Descrença em alguns aspectos, esperança em outros.
Ontem senti pena dos peruanos e me deu vontade de alertar: olha, não vai adiantar nada, no Brasil aconteceu a mesma coisa e vocês não sabem. O sistema, a cultura, a história, essas eleições não vão adiantar nada.
Os peruanos vão às urnas no domingo e a maioria dos votos deve ir para o candidato social-democrata Alan García. Os jornalistas e a classe média peruana vai votar no García como a gente votou no Lula e em tantos outros pensando: "dos males, o menor".
Um pouco absurdo votar assim, mas na América Latina é o que dá pra fazer. García matou 60 mil pessoas nos anos 80, levou o país à falência, inflacionou o mercado a 3.000% e é o menor dos males.
Seu oponente, Ollanta Humala assusta a "burguesia" peruana, por sua proximidade de ideais a Chávez e ao indígena da Bolívia. Seu maior ídolo é um dos tantos ditadores que o país teve no poder.
Então ontem o professor falou: "vamos a votar en García tapando la nariz". A colônia tem raízes tão profundas que 16 milhões de eleitores no Peru vão acabar fazendo isto mesmo, e eu talvez o fizesse, como já o fiz aqui. Contive meus comentários.